Contra-Economia

Contra-Economia é um termo originalmente utilizado por Samuel Edward Konkin III e Neil J. Schulman, ativistas teóricos libertários. Konkin definiu a contra-economia como “o estudo e/ou prática de toda ação humana pacífica que é proibida pelo Estado.” A contra-economia foi integrada na prática agorista de Konkin, para formar o Agorismo uma variante revolucionária do anarquismo de mercado.

Bob Dylan têm uma música que diz: “…para viver fora da lei você precisa ser honesto”, e esta é a essência da contra economia, os contra-economistas podem fazer coisas tecnicamente incorretas, talvez não legalmente corretas, mas estão fazendo isso por um propósito individual que em sua concepção é ético.

O conceito de contra-economia também é usado em um sentido distinto, mas indiscutivelmente compatível em referir-se ao abordar a justiça social e a questão da sustentabilidade em um contexto de mercado, apesar de ser um modo mais geral de Anti-establishment, em vez de explicitamente ilegal.

Em ambos os sentidos, pode-se incluir formas não-monetárias de troca, como uma economia de escambo, ou uma economia da dádiva, e o uso de moedas não reguladas como bitcurrency (litecoin, bitcoin, darkcoin etc..), ouro e prata.

As primeiras apresentações da teoria da contra-economia foram feitas por Samuel Konkin III em duas conferências organizadas por J. Neil Schulman, CounterCon I em 1974 e CounterCon II em 1975, ambas realizadas em Cheshire, Connecticut. Outros oradores nestas conferências inclúem Robert LeFevre, Kenneth Kalcheim e Dennis Turner.

O primeiro livro a retratar a contra-economia como uma estratégia para se alcançar uma sociedade libertária foi Alongside Night de Schulman, publicado em 1979.

O agorismo de Konkin, como exposto em seu Novo Manifesto Libertário , postula que o método correto para alcançar uma sociedade anarquista de livre-mercado é através da advocacia e do crescimento da economia subterrânea, ou “mercado negro” — a “contra-economia” como coloca Konkin — até o ponto em que percebe-se que o Estado como autoridade moral e poder total foi tão profundamente minado que a revolução anarquista de mercado e as empresas de segurança podem surgir do subsolo e, finalmente, suprimir governo como uma atividade criminal (com a tributação sendo tratada como roubo, e guerra sendo tratada como genocídio, etc).

“A Contra-Economia é a soma de toda a ação humana não-agressiva que é proibida pelo Estado. […] A Contra-Economia inclui o mercado livre, o mercado negro, a “economia subterrânea”, todos os atos de desobediência civil e social, todos os atos de associações proibidas (sexual, racial, inter-religioso), e todo os resto que o Estado, em qualquer lugar ou tempo, opta por proibir, controlar, regular, tributar, ou tarifar. A Contra-Economia exclui toda a ação aprovada pelo Estado (o “Mercado Branco”) e o Mercado Vermelho (violência e roubo não aprovados pelo Estado).”

A contra-economia também admite a libertação imediata do controle estatal, em qualquer nível prático, mediante a aplicação da lógica empresarial para decidir racionalmente quais as leis que discretamente quebra e quando o faz. O princípio fundamental é o comércio de risco para o lucro, embora “lucro” possa se referir a qualquer ganho de valor percebido, não só ganhos estritamente monetários (como uma conseqüência da teoria do valor subjetivo).

Das práticas de contra-economia incluem-se:

  1. Evasão Fiscal
  2. Contrabando
  3. Tráfico de drogas
  4. Agricultura urbana/subsistência
  5. Contratar ou ser contratado com condições e salários dignos imigrantes ilegais
  6. Trocas e uso de moedas alternativas
  7. Tráfico de armas

Mercado Negro…Cinza e vermelho

O Agorismo se baseia na prática consciente da contra-economia e uso de mercados negros, portanto e necessário pontuar o que é um mercado negro e o que significa a prática consciente do mesmo.

Mercado Negro

O Mercado Negro é a parte da economia ativa que envolve transações ilegais, geralmente de compra e venda de mercadorias ou serviços. As mercadorias podem ser por si próprias ilegais (por exemplo armas ou drogas); a mercadoria pode ser roubada; ou pode ser vendida de outra maneira para evitar impostos, pagamentos ou exigências, tais como cigarros ou armas de fogo. É chamado de “economia negra” ou o “mercado negro” porque são conduzidos fora da lei, e assim são conduzidos necessariamente “na obscuridade”, fora da vista do estado regulador.
Os mercados negros aparecem quando o Estado coloca limitações na produção ou na provisão dos bens e dos serviços e prosperam quando as limitações do estado são pesadas, como durante um período de proibição, controle de preços ou racionamento, o mercado negro surge para suprir demandas proibidas legalmente pelo estado.

A prática consciente Agorista visa apenas as práticas do Mercado Negro pacificas que não envolva violação de autonomia ou inicio de uma agressão a terceiros e envolvidos direta ou indiretamente, no entanto de uma forma geral o Mercado Negro engloba os mercados cinza e vermelhos que nem sempre estão de acordo com a prática agorista.

Mercado cinza

Um mercado cinza, ou mercado paralelo, é o comércio de uma mercadoria por meio de canais de distribuição que, embora legais , são não-oficiais , não autorizados, ou não intencionais pelo fabricante original . O tipo mais comum de mercado cinza é a venda de bens importados (trazido por pequenas empresas de importação ou pessoas não autorizadas pelo fabricante) que de outra forma seria mais caro do país estão sendo importados legal com a cobrança de impostos. Um exemplo são drogas que estão sendo importados para as nações mais ricas nas proximidades onde o distribuidor local da droga cobra um preço mais elevado por um produto similar ou equivalente.

Mercados cinzas podem também ser descritos como o comércios de produtos legais obtidos de formas ilegais como por exemplo a venda ou contrabando de obras de artes extraviadas ou produzidas e distribuídas sem a cobrança de tributos.

No entanto o surgimento do termo refere-se aos trabalhadores que são pagos “por baixo dos panos”, sem recolher imposto de renda ou contribuição para tais serviços públicos.  É por vezes referido como a economia subterrânea ou “economia paralela”.

Os dois principais tipos de mercados de cinza são as de produtos manufaturados importados que normalmente seriam indisponíveis ou mais caro em um determinado país e ações não emitidos que ainda não são negociados em mercados oficiais. Às vezes, o termo mercado negro é usado para descrever a negociação secreta e não regulamentado (embora muitas vezes tecnicamente legal) de futuros de commodities, como aconteceu com o petróleo bruto em 2008. Isso pode ser considerado um terceiro tipo de “mercado cinza” , uma vez que é legal, mas não regulamentado, e provavelmente não intencional ou explicitamente autorizada pelos produtores de petróleo.

Mercados Cinzas são amplamente descritos e estimulados pelo Agorismo, embora muitas de suas atividades sejam consideradas crime em grande parte do mundo.

Venda de produtos em camelos não regulados pelo estado, ou sem licença são considerados práticas de mercados cinzas e são vistas pelos Agoristas como práticas legitimas em um livre-mercado.

Mercado Vermelho

Mercados vermelhos são a práticas ilegais que por vezes podem significar serviços que violam a autonomia de uma pessoa ou significam iniciar agressões contra terceiros, os serviços de assassinatos são uma exemplo de mercado vermelho, Agoristas não praticam e se afastam de práticas como esta vendo-as como prática que foje do principio de prática consciente da contra-economia atravez de mercados negros, no entanto não são todos as práticas “vermelhas” que são vistas com aversão por Agoristas, a venda voluntária de orgãos por exemplo, uma vez que uma pessoa escolhe remover e vender voluntariamente orgãos ou até mesmo leite materno para suprir necessidades de outras pessoas não devem ser impedidas, deve ficar atento que venda voluntária de orgãos se dá pela escolha consciente do portador do orgão, o que é bem diferente do roubo ou tráfico de orgãos na qual o paciente é involuntariamente sedado e tem o orgão removido contra sua vontade, resume-se então que práticas vermelhas que envolvem coerção ou violência de qualquer espécie contra outras pessoas é repudiada por agoristas por não ser uma prática consciente da contra-economia e práticas vermelhas pacificas e voluntárias que beneficiara as duas partes ou o receptor mantendo o voluntário indiferente são bem-vindas pelo agorismo.

cincomercados
Vista de uma forma mais ampla, existem 5 mercados no mundo o quadro acima resume superficialmente suas descrições.

 


Um comentário em “Contra-Economia

    Pela comercialização de orgãos! « O Inimigo do Rei disse:
    23 de janeiro de 2015 às 23:26

    […] Contra-Economia […]

    Curtir

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