Agora

Agorismo e Nazismo: um estudo sobre opostos

Postado em

BannerNo episódio Gorilla Experiment de The Big Bang Theory, o Dr. Sheldon Cooper tenta ensinar um pouco de física rudimentar a Penny. Fiel à sua natureza pedante, Sheldon começa seu esboço de história da física mencionando a ágora, de onde tiramos o termo moderno agorismo. Depois do livro An Agorist Primer, de Samuel Edward Konkin III (SEK III), a palavra “ágora” é usada ainda até hoje para descrever  ”mercado aberto”.

Para o agorista moderno, a ágora ou o livre mercado não corrompido constitui o objetivo a ser alcançado; o meio de transição do estatismo atual para a ágora é chamado de “contraeconomia”. Segundo SEK III em seu livro An Agorist Primer, “toda ação humana não-coercitiva cometida em desafio ao estado constitui contraeconomia”. Ele cita alguns exemplos específicos do que se quer dizer por ação não-coercitiva em desafio ao estado:

– Sonegação;
– Evasão de inflação;
– Contrabando;
– Livre produção;
– Produção desregulamentada em pequena escala
– Distribuição ilegal;
– Livre fluxo tanto de força de trabalho (imigração ilegal), quanto de capital através de fronteiras;
– Informação e sigilo informacional;
– E muito mais.

A ideia geral da contra-economia é muito semelhante ao que Robert Neuwirth chama na entrevista Why Black Market Entrepreneurs Matter to the World Economy (Por que empreendedores no mercado negro são importantes para a economia mundial) de Sistema D . Neuwirth diz que:

há uma palavra francesa para alguém que é auto-suficiente ou engenhoso: débrouillard… a economia de rua… l’économie de la débrouillardise – a economia da auto-confiança, ou a economia DIY se quiser. Eu decidi usar este termo – encurtando-o para Sistema D – porque é uma forma menos pejorativa de se referir ao que tem sido chamado tradicionalmente de economia informal ou mercado negro ou até mesmo economia subterrânea. Estou basicamente usando o termo em referência a toda atividade econômica não captada pelo radar do governo. Ou seja, não registrada, não regulamentada, não tributada, mas não completamente criminosa – não incluo tráfico de armas, drogas, seres humanos, ou coisas do tipo. (ênfase minha)

No entanto, a razão pela qual eu quero mencionar o Sistema D é porque ele me ajuda a ilustrar nitidamente que, em última análise, o que está sendo discutido aqui é simplesmente a sobrevivência humana. Esta é uma discussão que, sem ser hiperbólico, toca em questões de vida ou morte. Para tornar este ponto além de qualquer objeção claro como cristal, Neuwirth, em seu livro The Stealth of Nations, menciona como o Sistema D tem ajudado pessoas a sobreviver à crise financeira:

Um estudo de 2009 feito pelo Deutsche Bank, o grande credor comercial alemão, sugeriu que os países europeus que tinham a maior parte da sua economia de forma não-licenciada e não-regulamentada – em outras palavras, países com o mais robusto Sistema D – as pessoas se saíram melhor na crise econômica de 2008 do que povos que vivem em nações centralmente planejadas e bem regulamentados.

Ele ilustra também a questão da sobrevivência com um exemplo da América Latina:

Estudos de países da América Latina têm mostrado que pessoas desesperadas se moveram para o Sistema D procurando sobreviver durante a mais recente crise financeira. Este sistema espontâneo, governado pelo espírito de improvisação organizada, será fundamental para o desenvolvimento das cidades do século XXI. (ênfase minha).

Talvez um dos exemplos mais impressionantes da ideia de contraeconomia em ação é o do que empresários fizeram a fim de contornar as leis de controle de preços da Alemanha nazista. Isso também me dá a oportunidade de trazer à tona uma questão que parece ser negligenciada; entretanto, ela cumpre um papel importante em minar o estabelecimento da soberania estatal. Em uma passagem verdadeiramente brilhante de seu livro The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia, James C. Scott menciona que a mudança de práticas linguísticas é vital para a evasão e prevenção do estado:

Governantes estatais descobriam que é quase impossível implementar uma controlar pessoas que estão constantemente em movimento, que não têm padrão permanente de organização, nem endereço permanente, cuja a liderança é efêmera, cujos padrões de subsistência são flexíveis ​​e evasivos, que têm poucas alianças permanentes, e que são passíveis de​​, ao longo do tempo,  mudar suas práticas linguísticas e sua identidade étnica. E este é justamente o ponto! A organização econômica, política e cultural de tais povos é, em grande parte, uma adaptação estratégica para evitar a incorporação em estruturas estatais. (toda a ênfase é minha)

Com esse prólogo agora fora do caminho, deixe-me chegar a meu ponto principal: o de que o comportamento de alguns empresários (não posso dizer de todos, porque é bastante fácil demonstrar que alguns empresários queriam fascismo ou mesmo o criaram) serve como exemplo perfeito de agoristas evadindo os controles de preços nazistas introduzidos em 1936.

Em seu livro The Vampire Economy: Doing Business under Fascism, Günter Reimann, assim como James C. Scott, enfatiza a importância da mudança permanente – ou subversão da “padronização” – como um método-chave para fugir da vontade do Estado. Conformidade é de fato a carcereira do mundo. Reimann observa que:

fabricantes podem introduzir mudanças em produtos padronizados que resultem em um artigo final mais complicado, com o único fim de permitir que se alegue que o produto final é um “novo artigo”, que não estará sujeito às antigas restrições de preços. O estado impõe mais padronização da produção, a fim de poupar matérias-primas; os produtores devem fazer exatamente o contrário, a fim de defender seus interesses privados. (ênfase minha).

Para fugir ainda mais do sistema de controle de preços do estado, compradores e vendedores arranjariam “contratos combinados” que eram o equivalente a vender recursos escassos por um preço mais elevado, enquanto se “engana” o Estado para que pense que as ordens de preços prescritas estão sendo seguidas. Quero reproduzir a história completa de Reimann sobre como os compradores e vendedores executavam este truque, porque ela ilustra uma maneira real de se parecer “legítimo”, enquanto na verdade se é o completo oposto:

Um camponês foi preso e levado a julgamento por ter vendido várias vezes seu velho cão em conjunto com um porco. Quando um comprador privado de porcos veio a ele, a venda foi encenado de acordo com as regras oficiais. O comprador perguntaria ao camponês: “Quanto é o porco?” O astuto camponês responderia: “Não posso pedir-lhe mais do que o preço oficial. Mas quanto você pagaria por meu cão, que também quero vender?” Então o camponês e o comprador de porcos já não discutiriam o preço do porco, mas apenas o preço do cão. Eles chegariam a um entendimento sobre o preço do cão, e quando um acordo foi alcançado, o comprador conseguiu o porco também. O preço pago pelo porco era bastante correto, estritamente de acordo com as regras, mas o comprador tinha pago um preço alto pelo cão. Depois disso, o comprador, querendo se livrar do cão inútil, soltou-o, e ele correu de volta para seu antigo mestre, para quem era de fato um tesouro.

No final, o camponês nunca realmente vende seu cão, visto que o comprador efetivamente lhe devolve o cão, ao libertá-lo. O comprador recebe o porco, que é o lado oficial da transação, mas o vendedor fica com o preço oficial para o porco, além do preço da venda fantasma do cão, assim, o vendedor recebe um preço acima do estabelecido pelo estado para vender seu porco.

Naturalmente, o estado tentará reprimir tal prestidigitação, uma palavra chique para qualquer comportamento sorrateiro que o estado não consegue perceber. Como se trata da Alemanha nazista, o estado teve uma resposta bastante previsível. Segundo Reimann, ele usou “compras de controle”, a fim de pegar pessoas por audaciosamente contornarem suas regras de preço. O que exatamente eram as “compras de controle” nazistas? Elas consistiam no seguinte:

  • Agentes da polícia secreta;
  • Os agentes da polícia secreta estariam à paisana e se portariam como compradores inofensivos, mas dispostos a oferecer um preço mais elevado que o oficial;
  • Os agentes da polícia secreta tentariam então induzir os empresários a fazer uma transação ilegal com eles.

Para mim isso soa como uma operação policial de drogas, mas para itens tão prosaicos quanto uma venda de porcos![1]

A fim de evitarem serem pegos, a ideia de mudar suas práticas linguísticas entra em jogo entre os envolvidos no comércio. Reimann assinala explicitamente que ao aplicar agorismo, é preciso aprender a falar um novo idioma:

Para discutir transações comerciais ilegais de uma maneira que pareça legal, empresários em países fascistas aprendem a falar a língua dos experientes adversários subversivos do regime. Muitas vezes eles têm dúvidas a respeito da ”confiabilidade” de um potencial comprador, e, portanto, falam em termos que são inocentes e cujos significados podem ser interpretado de várias manerias. (ênfase minha).

Por fim, penso eu que uma maneira possível de “vender” o agorismo para pessoas que atualmente não são agoristas é mostrar que suas ideias fundamentais têm uma história longa e honrosa. Tentei ilustrar isso usando tanto um exemplo recente quanto um histórico. No exemplo recente, ou seja, na atual crise financeira, o agorismo e o Sistema D ajudaram pessoas desesperadas em vários continentes a ganhar a vida. O agorismo e o Sistema D, portanto, estão ajudando pessoas a sobreviver. A comparação e contraste é gritante: a gananciosa classe dominante causou o problema por meio de suas políticas monetárias de banco central, mas os agoristas forneceram a solução, que está funcionando na prática. O exemplo nazista demonstra que o agorismo é uma ferramenta para minar um regime totalitário. Novamente, o agorismo pode se posicionar ao lado da humanidade contra alguns de seus inimigos mais monstruosos. E da maneira em que nosso comprador de porco e vendedor fizeram: por meio de uma troca negociada em que ambas as partes chegaram a um acordo aceitável. Em outras palavras, a troca voluntária subverte o totalitarismo mais uma vez.

[1] No original há um trocadilho intraduzível para o português, reproduzimos o trecho aqui em consideração ao leitor letrado em inglês:

“To me this sounds like a drug sting operation but for such prosaic items as selling pigs! A pig sting! (That has double entendre written all over it.)” (Nota do tradutor)

// Tradução de Vinicius Freire. Revisão de Ivanildo Terceiro, clique aqui para ler o artigo original no C4SS

Anúncios

John Bush sobre Agorismo

Postado em Atualizado em

Palestra feita pelo ativista libertário John Bush em um encontro do movimento END THE FED em Houston, tradução Vinícius Morgado.

” Olá meu nome é John Bush, eu sou de Austin Texas e estou envolvido com o movimento libertário a quase uma década agora, eu realmente aprendi muito durante estes 10 anos e evoluiu em vários aspectos.

Hoje eu gostaria de falar com vocês sobre como podemos criar um sociedade completamente livre. Eu vou falar de diversas dicotomias hoje e uma delas é o monopólio versus a competição, uma das raizes de todos os males e um dos maiores inibidores de nossas liberdades individuais é o “poder monopolístico”.

Um dos monopólios que eu mais odeio e uma grande exemplo destes é o monopólio que os departamentos de defesa desfrutam do fornecimento de defesa, dêem uma olhada no departamento de defesa de Houston, eles enfiam a porrada nos cidadãos de Houston, é absolutamente triste eu vejo isso no youtube o tempo inteiro.

Eu garanto que se o departamento de polícia de Houston for aberto a competição, e os residentes em Houston não fossem obrigado a pagar pelo departamento de polícia, eles iriam a falência.

Existiriam serviços competindo ou as pessoas poderiam sair as ruas com suas armas, mesmo isso sendo ilegal no estado do Texas , aliás como isso soa para o suposto estado livre e independente do Texas? Ou as pessoas iriam usar o dinheiro que foi roubado delas para financiar o corrupto departamento de justiça de Houston e iriam usar este dinheiro para pagar uma agência privada da defesa.

Este é um exemplo de monopólio estatal, apesar de os monopólios não serem somente dele, que fere nossas liberdades individuais e nosso direito de viver como pessoas livres.

A questão é como lidamos com esses monopólios que eu considero como inimigos da liberdade. Monopólios tiram sua liberdade de escolha. Na ausência de monopólios as pessoas pensariam; “Ãh eu não gosto do departamento de defesa de Houston eles baterão no meu primo sem motivo semana passada, não acho que vou continuar dando dinheiro a eles vou procurar uma segunda alternativa”.

A melhor forma de eliminar monopólio é a traves da competição. Isso é essencialmente o Agorimo, Agorismo é uma tática libertária criada por Samuel Konkin III (sek3) na década de 80, essencialmente o que o Agorismo propõe não é competir dentro do estado mas competir com o estado. Ele reivindica a criação de instituições e mercados paralelos associações, contratos e relações mutuamente benéficas , não baseadas na coerção, na força, no monopólio, ou sob a mira de uma arma.

Outra coisa e talvez a mais perigosa de todas é criar instituições competitivas de defesa e comercio, isso pode vir de diversas formas tanto com Mercados Negros e contrabando, negociações por meios de bitcoins, vigília de vizinhas até as milícias armadas.

Não precisamos do Departamento de polícia, nós só precisamos estar armados, precisamos ter comunidades fortes que estão dispostas a cuidar umas das outras.

Nós também não precisamos de um governo para prover o fornecimento de defesa porque nunca foi pelo fornecimento de justiça e sim para dar segurança e proteger o poder privilegiado de um determinado grupo.

Se você decidir que não vai mais pagar impostos um agente armado vai aparecer na sua casa e te levar embora, se você estiver fumando algum mato sendo uma pessoa pacífica um agente armado pode aparecer e te colocar em uma jaula. Isto é muito assustador e amedrontador.

E é por isso que a comunidade é muito importante se quisermos buscar a liberdade em nossa tempo de vida.

Para concluir e superar o medo quero lhe propor 3 pontos; 1) Existe força no númeor 2) Existe força na unidade 3) E ha força na verdade, e neste momento nós temos todas as três ao nosso lado então tudo que temos que fazer é nos levantar e eles nunca poderão nos colocar para baixo.”

Live from PorcFest X

Postado em Atualizado em

Este texto é parte de uma série de traduções feita pelo O Inimigo do Rei dos textos do site Agorist Report, para fazer a leitura completa de todos os artigos traduzidos clique aqui. / Para ler o artigo original clique aqui.

Tradução: Vinícius Morgado
Revisão: Aline Morales

[Artigo 2 AR]

Dia 1

Chegamos no final do dia na segunda-feira depois de uma longa viagem de carro de 3 dias. A primeira coisa que fiz foi dar um passeio ao redor da Agora e tomar uma em um ambiente de puro livre mercado. Eu comprei o meu próprio ponto no Mercado Livre para vender o meu sabão natural, esfoliação corporal, e absorve musculares. A partir daí, fizemos o nosso caminho até a Keene Pavilion, a entrada era gratuita, onde tivemos alguns dos famosos Baklava de George e assistimos ao “Alternativas de ensino superior para estudantes” de Antonio Buehler e Steven J. Howard aonde acontecia também a palestra “Lei no Agora: Resolução de Conflitos em um livre mercado” no o BitTent. Após esses dois discursos (que foram gravadas pela Recording Red Pill) fomos até a sala de mídia, onde tive a oportunidade de falar sobre o Clark Show.

1059082_10151424894127890_1639807496_n-e1410501781471-300x210

Após Clark show nos mostrar sua apresentação e batermos um papo com ele fizemos o nosso caminho para o Open Mic Comedy Night que seria exibida no Keene Pavilion com entrada franca, Nós conseguimos ficar para a apresentação de Neil Schulman e sua obra “Ao Lado da noite. A partir de agora estamos hospedados em um motel fora da área de camping do Roger, esperamos conseguir pergar um local que acabou de abrir, pois isso vai permitir-nos ficar a noite inteira no evento.

Dia 2

Na terça-feira, terminou que passamos a maior parte do dia tentando tirar nosso produto para fora do carro, porque eu tranquei as chaves dentro :p . Tivemos várias multidões que vêm e vão ao longo de cerca de 2 horas, mas ninguém conseguiu o abrir o carro. Eventualmente alguém de trás da recepção chamou um oficial de folga para nos ajudar. Primeiro ano em Porcfest e já estamos chamando a polícia para pedir ajuda hahaha. Depois de pegar a minha posição no Mercado Livre paramos e fomos para Keene Pavilion para encontrar Antonio Buehler dando uma apresentação sobre seu projeto “Peaceful Streets“. Eu fui capaz de falar com Shawn Casa de Hempzels em seu estande.

Dia 3

Passei a maior parte desta quarta-feira explorando o extenso Agora Valley” o lugar onde a maioria dos vendedores vão para abrir sua loja durante o evento. Houve uma grande variedade de produtos que vão desde smoothies e tatuagens, bolsas, metais e salões de narguilé. A melhor parte da experiência foi ver a maioria dos fornecedores que aceitam moedas alternativas. Alguns fornecedores, como Hempzels, são mesmo comércio de metais preciosos com preço inferior ao preço de mercado, estava vendendo no festival apenas para que ele não tenha de lidar com o estado. No entanto, a maioria esmagadora tem sido focada em Bitcoin quase todo fornecedor tem um endereço Bitcoin que pode ser usado para o pagamento, os demais aceitem ouro e prata como moeda de pagamento. Outra coisa que eu não podia deixar de notar foi o consumo aberto de Cannabis. A maioria das pessoas no Porcfest abraça um tipo de mentalidade radicalmente livre que faz você se sentir mais como um retiro espiritual do que qualquer outra coisa.

Por volta de 06:00 David Friedman, filho de Milton Friedman, fez um discurso na Keene Pavilion gratuito intitulado “A Teoria consequencialista do anarco-capitalismo”. Infelizmente, eu não pude comparecer porque era necessária a minha presença no Mercado Livre. Esperemos que eu vou ter a chance de falar com ele cara a cara nesta semana. Passei a noite em um bar chique chamado The Lucky Javali“, que aliás é um ótimo bar para qualquer um que queria parar.

A principal atração foi o canhão bola de fogo que atirava bolas de fogo e todo o acampamento podia ver. Outra grande coisa que eu estou descobrindo sobre Porcfest é a quantidade de conversas estimulantes mentalmente focados principalmente em torno da liberdade é quase irresistível não participar de alguma, certamente mais produtiva do que a discussão que ocorre ao longo das rede sociais. Estou muito feliz do que eu fiz este ano e não posso esperar para ver o que o resto da semana, tem muitas lojas, palestras e experiência pela frente. Mais tarde, na noite Eu também tive a oportunidade de sentar-se com Pete Eyre do Cop Block.

Dia 4

Começamos a quinta-feira com um belo café da manhã. Problemas técnicos com a rede peo acampamento continuam a impedir-me de atualizar o blog. A maioria das pessoas parecem estar descançando hoje para os principais eventos na sexta-feira. Depois de passar a maior parte da manhã tentando fazer upload de algumas fotos, fomos até a sala de imprensa para assistir aoSovereign life reality show” filmado com John Bush e Cat Bleish. Os desafias do show são de mudar de uma vida de ativismo agressiva como grupos de afinidade ou não-agressiva como agorismo, para uma vida familiar de auto-suficiência, sem depender de grandes instituições para obter ajuda. Eu tive a chance de falar com John depois e eles planejam expandir o show em pelo menos 10 episódios, em seguida, a esperança de transformá-lo em um show baseado em assinatura. Para saber mais sobre o show, acesse Sovereign Living.tv.

Depois de obter alguns dos famosos Baklava de Mandrake, fomos até a Sala de Imprensa para ver o Anjo Clark Show falar ao vivo, onde ao mesmo tempo Freedman debatia Chris Cantwell sobre os méritos da evolução pacífica contra a revolução violenta. Mais tarde na noite, nós assistimos apresentações do concurso agorista de campo, organizado pela Tarrin Lupo. As regras do concurso eram bastante simples, basta entregar um discurso de cinco minutos para uma ideia de negócio agorista na frente de três juízes. Os juízes votaram em cada campo, mas a multidão tinha a última palavra em caso de empate. O primeiro prémio foi uma onça de ouro, segundo foi de US $ 1.000 em Bitcoin, e em terceiro lugar foi de US $ 500 em prata. Em seguida, terminou a noite com a exibição de Victimless Spree Crime de Derrick J.

Dia 5

Sexta-feira começou com uma paródia de manhã cedo feita por Larken Rose chamada Um papo com sociopatas“. Durante este discurso, Larken Rose falou com várias versões paródia de líderes mundias que estavam mais para a frente sobre suas façanhas do que o habitual. Depois disso, vimos Ben Stone na palestra “Descobrindo e derrotando o pensamento estatista“, em que ele atacou a mentalidade de empurrar estatismo para a geração mais jovem, sob a forma de “governo limitado” ou “estado mínimo”, e ressaltou que o estado continua sendo o mesmo mínimo ou não e como ele sempre irá crescer e se tornar tirânico como o estatismo que vemos no EUA hoje. Ele também falou sobre como os ativistas devem mudar-se por reconhecer, isolando, e rejeitando o” pensamento estatista em sua própria vida. Depois dessa conversa eu era capaz de conversar com Ben em uma entrevista que será publicada em breve.

Em três horas, fizemos o nosso caminho ao longo de (AKA Dollar Vigilante) de Jeff Berwick Bitcoin, Bullion, e balas: Toolbox do anarquista para a Collapse Coming”, onde ele falou principalmente sobre o investimento em moedas alternativas e seu próximo projeto Gulch de Galt uma comunidade de expatriados libertário no Chile. Depois disso, vimos o orador principal Michael Boldin, fundador e diretor executivo da Décima alteração Center, dar o seu discurso De 0 a Rothbard – Plano de Acção para a liberdade“. Feud Freedom” foi apresentado por Bob Murphy mais tarde da noite, Porcfest versão própria de Family Feud.

Dia 6

Sábado parecia ser o mais movimentado de todos os dias. Passei a maior parte do dia com meu bom amigo Nick Ford no AltExpo tenda onde eu vi uma apresentação sobre “OpenGarden” um novo serviço de rede de malha focada no fornecimento descentralizado e gratuito de Internet de alta qualidade. Depois disso, nós ficamos para o debate “Conspiracionistas vs céticos“, o que, eventualmente acabei ficando com tanto calor que acabei saindo e voltando para a palestra do “Livre-Mercado Anti-capitalista” de Charles Johnson. Durante esta apresentação, Charles coloca para fora algumas de suas tendências básicas do Livre Mercado de esquerda. Para uma melhor compreensão deste ponto de vista, vá para o livro que ele editou “Markets not capitalism”. Além disso, fique atento para a nossa terceira edição, em que entrevistamos Charles Johnson e Gary Chartier do C4SS.

UNCE-699x1024

Voltamos ao nosso quarto de motel para dormir uma pouco para a festa de dança Unce“. Depois, eu acordei e fiz meu caminho até o Vale Ágora para encontrar algum jantar. Ouvi muitos aplausos vindos de na Keene Pavilion, então eu desci apenas para descobrir que Gary Johnson estava fazendo um discurso. Ele parecia fazer bem em alguns temas como a “guerra às drogas“, mas se esforçou sobre outros, como o seu apelo a um imposto nacional de consumo. Eu não fiquei muito tempo.
Pouco tempo depois do anoitecer, havia um show pirotécnico estrondoso que levou a maioria dos participanmtes da Porcfest até Keene Pavilion para a “festa de dança Unce“.
Apesar de tudo, estava um bom tempo, fiz um monte de amigos, e sugiro este festival para todo ativista orientado pela liberdade seja ele anarquista coletivista ou individualista, agorista ou não. Espero participar novamente no próximo ano.

Rev_Co-600x300

Usando o Mercado Negro de Aplicativos do Android

Postado em Atualizado em

mn

Por: Vinícius Morgado

Como muitos sabem as primeiras versões do Mercado Negro para Android foi derruba a algum tempo atrás mas desta vez o Mercado Negro voltou e agora com servidores para atender o publico brasileiro e com versão em português.

Primeiro algumas informações; O novo Black Market tem em média 85% dos aplicativos pagos da Google Play disponibilizados de graça (Sendo atualizado semanalmente) e os aplicativos que necessitam de ativação por uma licença já é possível baixa-los de graça pelo Black Market e comprar a licença em bitcoins pela metade do preço pelo próprio aplicativo, com servidores estabelecidos na rede tor a versão final do aplicativo pode ser instalada em qualquer versão ou aparelho com android, em alguns casos é necessário ter também o vidália para android instalado para conexão com a rede.

O Aplicativo também conta com um local para compartilhamento coletivo de arquivos sendo possível usuários compartilharem de graças licenças, apks que foram obtidos ilegalmente ou desenvolvido por eles com outros usuários do serviço.

Desenvolvido por interessado em programação ativista e opositores da P.I o novo Mercado Negro agora usa plataforma P2P descentralizada e criptografia fatores que não estavam presentes no antigo Mercado.

Como usar?

1º Devemos fazer o download do aplicativo (Clique aqui)

2º Após o download deve-se copiar o aplicativo para dentro de sue celular, seja na memória interna ou no cartão de memória.

Screenshot_2015-01-03-17-08-18[1]

3º Execute o Aplicativo e instale-o

Screenshot_2015-01-03-17-08-27[1]

Screenshot_2015-01-03-17-08-32[1]

4º Após a instalação ele exigira atualização, apesar de ser instalado em qualquer versão ou apararelho ele exige o update para instalação de arquivos necessários e possíveis atualizações para seu aparelho e também a instalação do pacote de linguagens.

Screenshot_2015-01-03-17-08-53[1]Screenshot_2015-01-03-17-09-11[1]

Agora o aplicativo estará pronto para uso e coma interface de acordo coma linguagem do seu Google Play, caso apareça a mensagem erro na conexão instale o Vidália pelo google play abra-o selecione o botão “iniciar” feche-o e execute o Black Market.

Contra o Aparthied Anarquista

Postado em

Left-Lib4Considere as seguintes listas de nomes:

APAAAR

O que essas listas têm em comum é óbvio: todos os nomes em ambas pertencem a pensadores a favor de mercados radicalmente livres e da abolição do estado – por isso, é razoável supor que são “anarquistas de mercado”.

No entanto é comum, em grupos de anarquistas que tendem mais à esquerda, que se insista que apenas os membros do Grupo 1 são genuinamente anarquistas, os do Grupo 2 sequer são considerados anarquistas – com base no argumento de que verdadeiros anarquistas não devem apenas se opor ao estado, devem se opor também ao capitalismo. O Grupo 1, nos dizem, é louvavelmente anti-capitalista, e por isso, autenticamente anarquista; mas os membros do Grupo 2 se excluem das fileiras do anarquismo devido a sua defesa do capitalismo. (Não tenho certeza em que grupo deveriam estar geolibertários como Albert J. Nock e Frank Chodorov, ou pensadores que viviam mudando de ideia, como Karl Hess, por isso deixei seus nomes de fora.)

Não preciso dizer que não sou fã dessa suposta distinção entre “verdadeiros” e “falsos” anarquistas de mercado. Pretendo criticar essa distinção com mais detalhes em uma ocasião futura; nesta, me limitarei a dois pontos principais:

Em primeiro lugar: aqueles que costumam fazer essa distinção sequer são anarquistas de mercado. São geralmente anarco-comunistas ou anarco-coletivistas que consideram que ambos os grupos mencionados acima fazem concessões inaceitáveis ao individualismo econômico. (De fato, eles frequentemente rejeitam até seu favorecido Grupo 1 – com exceção de Proudhon – como “stirneristas”, ainda que a maioria dos teóricos do Grupo 1 tenham desenvolvido seu pensamento independentemente de Stirner; na verdade até mesmo Tucker, o mais óbvio “stirnerista” do grupo, era já um compromissado anarquista de mercado muito antes de conhecer as ideias de Max Stirner.) Quando anarquistas antimercado se propõem a decidir quem é e quem não é um genuíno anarquista de mercado, é um pouco como se cristãos passassem a reivindicar o direito de decidir quem é ou não muçulmano de verdade. (Poder-se-ia suspeitar que alguns anarquistas anti-mercado gostariam muito de remover ambos os grupos de anarquistas de mercado, mas as credencias anarquistas do Grupo 1 já estão muito bem estabelecidas para que isso seja uma solução prática.)

Ao invés de procurar a opinião de anarquistas anti-mercado, pareceria mais relevante saber se os pensadores do Grupo 1 consideravam os teóricos do Grupo 2 como companheiros de anarquismo ou não. E de fato, tais eruditos do Grupo 2 como Molinari, Donisthorpe e Spencer em sua fase inicial, foram realmente todos saudados, nas páginas da Liberty (revista do Tucker, órgão chefe do anarquismo individualista americano, que publicou a maioria dos escritores do Grupo 1), como anarquistas – e Herbert como um quase anarquista. (Donisthorpe inclusive escreveu para a Liberty e para o jornal da Liberty and Property Defense League – ligando duas ideologias supostamente irreconciliáveis.) Então, Tucker, o maior porta-voz do Grupo 1 nos Estados Unidos, mesmo sendo certamente crítico de várias posições dos teóricos do Grupo 2, aparentemente não tinha problemas em reconhecê-los como companheiros de anarquismo. (Compare também com a atitude amplamente favorável por parte do mutualista contemporâneo Kevin Carson em relação a rothbardianos e konkinistas.)

Tucker não os chamava assim porque era especialmente generoso com o termo “anarquista”. Pelo contrário, ele negava o termo a anarco-comunistas como Johann Most, Piotr Kropotkin e os mártires de Haymarket; do seu ponto de vista, eram esses, não os spencerianos, os “falsos” anarquistas. Não é necessário dizer que eu não defendo que o exemplo de Tucker neste caso seja seguido; um paroquialismo não é melhor que o outro. Mas o fato de que o editor da Liberty – que sempre chamou sua posição de “Manchesterismo consistente” – se sentia menos próximo dos anarco-comunistas de seu tempo do que dos precursores do “anarco-capitalismo” (pois a visão de Tucker sobre Molinari e sobre os spencerianos radicais é, sem dúvida, o guia mais próximo que temos do que ele pensaria sobre Rothbard, D. Friedman, etc.) diz muito sobre a divisão simplista de anarquistas de mercado entre socialistas e capitalistas. (De fato, os contribuidores da Liberty citavam Spencer com a mesma frequência em que citavam Proudhon; e até Karl Marx reclamou que Proudhon era mais respeitoso com liberais quase anarquistas como Charles Dunoyer, do que com comunistas revolucionários como Étienne Cabet.)

Em segundo lugar: não é nada claro sob quais critérios o Grupo 1 e o Grupo 2 deveriam ser diferenciados. Os defensores da dicotomia insistem que o Grupo 1 é “anticapitalista” e que o Grupo 2 é “pró-capitalista”; mas para que esse seja um indicador útil, é preciso que a diferença seja substancial, não apenas terminológica. O fato de que os membros do Grupo 1 tendem a usar “socialismo” como uma palavra boa e “capitalismo” como uma palavra ruim, enquanto os membros do Grupo 2 tendem a fazer o contrário, não significa muita coisa; pois esses grupos claramente não se referem às mesmas coisas ao usar estes termos. A maioria dos pensadores do Grupo 2 usa “capitalismo” para se referir a um mercado livre sem regulações e “socialismo” para se referir a controle estatal; a maioria dos membros do Grupo 1 usa esses termos de maneira diferente, mas concorda com o Grupo 2 em relação ao apoio a mercados radicalmente livres e à aversão a controle estatal. Nas palavras de Thomas Hobbes: “as palavras são os calculadores dos sábios, que só com elas calculam; mas constituem a moeda dos tolos”.

Dada a enorme variabilidade no uso da palavra “capitalismo”, não adianta basear uma distinção crucial entre pensadores antiestado em uma abstração indefinida chamada de “capitalismo”. É preciso saber que posições específicas deveriam separar os dois grupos. No entanto, é tremendamente difícil encontrar posições que separem estes grupos da maneira desejada.

É a teoria de valor trabalho que os separa? Exceto na medida em que isso se traduza em políticas diferentes, que diferença faz?

É seu posicionamento em relação ao sistema assalariado e a exploração do trabalho pelo capital? Por este critério, os pensadores do Grupo 2, Spencer, Konkin e Friedman, que são a favor da abolição do trabalho assalariado, pertencem ao Grupo 1, enquanto Molinari e Donisthorpe, que defendiam uma reforma nesse sistema para empoderar os trabalhadores, ficariam em algum lugar entre os dois grupos.

É em relação à propriedade da terra e ao aluguel? Se for assim, Spencer, ao negar a propriedade de terra por completo, é mais “socialista” que Tucker e pertence ao Grupo 1, enquanto Spooner, ao apoiar aluguel e propriedade da terra, é mais “capitalista” que Tucker e deve pertencer ao Grupo 2.

É o apoio a agências de proteção privadas? Se for por isso, Tandy, Tucker e Proudhon pertencem ao “pseudoanarquista” Grupo 2, enquanto LeFevre, que rejeitava toda violência, até mesmo para propósitos defensivos, deveria ser transportado para o Grupo 1.

É a propriedade intelectual que separa esses grupos? Por este critério, o fã de PI, Lysander Spooner, teria de ser transferido para o Grupo 2, enquanto a maioria dos rothbardianos atuais, enquanto inimigos da propriedade intelectual, teriam de ser movidos para o Grupo 1.

Seria, então, a posição a respeito da legitimidade dos juros que separaria esses grupos? Bom, talvez de maneira abstrata; mas ambos os lados tendem a prever uma queda drástica no preço dos empréstimos como resultado da livre competição na indústria de crédito; e ambos negam que essa queda chegaria a zero. Os teóricos do Grupo 1 tendem a chamar esse resíduo de “custo” enquanto os do Grupo 2 simplesmente chamam isso de “juros”. Me parece uma posição muito fraca para uma divisão.

Nenhum dos critérios que já vi utilizarem com frequência parece dividir esses grupos da maneira desejada com base em posições concretas. Suspeito que o que de fato motiva os defensores dessa suposta divisão não seja uma diferença de políticas em específico, mas sim um sentimento geral de que a retórica pró-mercado dos membros do Grupo 2 seja um disfarce para uma racionalização das relações de poder que prevalecem no capitalismo corporativo existente, enquanto a retórica igualmente pró-mercado do Grupo 1 – por mais distorcida que seja nos olhos de quem faz essa dicotomia – não tem tal objetivo. Essa percepção se deve, em minha opinião, ao fato de que pensadores do Grupo 2 são mais propensos do que os do Grupo 1 a cair no que Kevin Carson apelidou de “libertarianismo vulgar”, ou seja, o erro de tratar as defesas do livre mercado como se elas justificassem várias características da não-tão-livre ordem atual.

Agora, é bem verdade que o Grupo 2 é mais susceptível a essa tendência infeliz do que o Grupo 1. Porém:

a) poucos teóricos do Grupo 2 cometem esse erro consistentemente;

b) alguns pensadores do Grupo 2 (Konkin, Rothbard nos anos 60 e Hess – se você o considerar do Grupo 2) sequer cometem esse erro;

c) “vulgarizar” não parece ser erro pior, ou razão menor para chutar alguém do clube anarquista do que, digamos, a misoginia e o antissemitismo de Proudhon; e

d) se confundir livre mercado com corporativismo não é razão o bastante para desqualificar anarquistas anti-mercado (que frequentemente parecem cometer o mesmo erro na direção oposta), por que deveria sê-lo para desqualificar libertários vulgares?

Logo, não vejo motivos para aceitar qualquer dicotomia entre os grupos 1 e 2. Todos são anarquistas pró-mercado – com várias virtudes e várias falhas, mas todos camaradas.

Não vejo nem mesmo motivos para separarmo-nos de coletivistas ou anarco-comunistas, que apesar de suas falhas virtudes e discordâncias também são nossos camaradas.

// Tradução de Gabriel Protasiewicz. Revisado por Vinícius Freire. | Artigo Original

Via: Portal Libertarianismo / por Roderick T. Long