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A Contra-economia de mercados da Coreia do Norte
“A República Popular Democrática da Coreia é um regime criminoso construído sobre propaganda e medo. Um reflexo do que George Orwell viu na União Soviética, quando ele escreveu de 1984.”
Mitchell Wiecek – “A República Popular Democrática da Coreia é um regime brutal que é rápido e eficiente em silenciar a dissidência. O país também tem sido uma linhas cruzadas dos Estados Unidos e outros países ocidentais por algum tempo. Para entender os atuais problemas enfrentados pelo país é preciso olhar para a história da Coréia do Norte, e o que levou à ascensão de um regime tirânico no país.”
A história do estado moderno da Coréia do Norte começa logo após a segunda guerra mundial. A ocupação japonesa anterior havia terminado, e o país foi dividido em duas regiões. Com as forças soviéticas ficaram o norte, enquanto as forças dos Estados Unidos tomaram o sul.
Foi em 1948 que a República Popular Democrática da Coreia foi estabelecida com Kim Sung II instalado pelos soviéticos como o governante. Foi neste momento que as tropas soviéticas se retiraram das muitas áreas do Norte.
Os Estados Unidos não aprovou o novo regime. As políticas de Kim não favorecia o interesse social ocidental. Então eles começaram a financiar grupos no sul que favoreciam as políticas dos EUA em oposição as soviéticas. Eventualmente, em 1950, o sul declarara-se independentes do norte. Assim, começando a Guerra da Coréia.
A guerra durou três anos com os Estados Unidos fornecendo apoio militar ao sul. Os soviéticos desde muito cedo oferecendo ajuda e apoio aéreo para o norte, mas não forneceu tropas como os Estados Unidos, eventualmente, um cessar-fogo foi acordado por ambos os lados.
Em 1994, o governante de longa data da RPDC Kim Il Sung faleceu. Deixando o seu reino a seu filho Kim Jong Il. Os anos seguintes trariam grande sofrimento e grandes dificuldades para a região. Graves inundações no país levaram a fome deixando muitos mortos. Levando à morte de mais de três milhões de pessoas.
Durante este tempo, o regime de Kim estava aterrorizado com o povo se rebelando. Assim, o regime tornou-se ainda mais brutal e eficiente com a supressão de qualquer ideia revolucionária muito rapidamente. Vídeos contrabandeados para fora da RPDC mostram execuções públicas daqueles que se opuseram ao regime Kim. O Reinado de Kim Jung Il durou até 2011, quando ele morreu. Quase imediatamente depois, seu filho, Kim Jung Un foi nomeado o “grande sucessor”.
Ao longo dos anos, os Estados Unidos tem procurando uma maneira de derrubar o regime de Kim, e instalar um governante que caberia melhor aos interesses dos EUA. Enquanto a Coréia do Norte tem lutado para manter um estado tão brutal e repressivo quanto os anteriores.
A fronteira entre o norte e sul é fortemente vigiada em ambos os lados. Foram muitas as tentativas para escapar do regime através da China. O problema com isto é que se forem apanhados na China eles são enviados de volta à Coreia do Norte para enfrentar o mesmo destino que o de Winston Smith em 1984. Então, onde é que isto deixa as pessoas? Que esperança que eles têm de ser preso entre o punho de ferro de dois poderes? As respostas são bastante surpreendentes e existe desde os primórdios da história registrada. É apenas graças a esta nova era digital, que somos capazes de vê-la em ação.
Os mercados negros têm permitido que vídeos e conteúdos de dentro da coreia façam seu caminho para fora das fronteiras do regime. Além de permitir que bens estrangeiros entrem no país atendendo necessidades da população. O regime de Kim não é estúpido, eles sabem que esses mercados negros representam uma séria ameaça ao seu poder. No entanto, eles também sabem que não podem acabar com esses mercados inteiramente. É por isso que o regime tolera pequenos mercados negros, mesmo que vender produtos para ganho pessoal seja ilegal no país.
Os Estados Unidos também percebeu que o povo coreano participando ativamente da contra-economia é uma ameaça aos seus interesses. Os mercados negros realmente pode fornecer a mudança real que a Coréia do Norte precisa. Engajar-se na contra-economia forneceu elementos de livre comércio que beneficiariam grandemente as pessoas do norte, mas que ameaçam empresas estrangeiras. É por isso que os EUA vão usar qualquer desculpa que podem para sancionar ainda mais a norte. Estas sanções mais rigorosas não só vai prejudicar os governantes atuais da RPDC, mas também irá ferir aqueles que se envolvem em atividades no mercado negro.
Engajar-se na contra-economia nos mercados negros sempre conduziu ao fim dos regimes tirânicos. Em seu trabalho, An Agorist Primer, o filósofo político Samuel Edward Konkin III cita vários exemplos de como a contra-economia deixou regimes autoritários de joelhos. Mais notavelmente, embora Konkin mostre como contra-economia trouxe a União Soviética a seus joelhos. Se olharmos para a Coreia do Norte hoje podemos ver as mesmas forças do mercado negro sufocando o regime de Kim. Tráfico de pendrives e mídias que lá são restritas aos membros do governo, alimentos, produtos e serviços, transmissões de rádio ilegais, arquivos levados para fora por aqueles que desertaram do estado, contrabandistas saltando a fronteira para conseguir dinheiro e trazendo de volta à Coreia do Norte milhares de produtos antes inacessíveis, todos são bons exemplos de contra-economia que estão minando o regime. Porque, se há qualquer verdadeira esperança para o povo da RPDC ela está no mercado negro.
Traduzido por Vinícius Morgado
Publicado originalmente em Pontiac Tribune. Para ler o original clique aqui.
Em busca da Crypto-Anarquia
Por Max Ratte
Não é novidade que após o 11/09 um novo tipo de sociedade nascera, o que não ficava claro na época é a proporção das agressões que o sistema em decadência ainda perpetuaria até seu processo de dissolução, o que alguns notaram – e que tornou-se claro nos anos seguintes – é que ele envolveria uma grande expansão das agressões americanas e dos estados-nacionais assim como do estado policial internamente, com a expansão do estado policial surge também a vigilância massiva de seus cidadãos e o desrespeito a sua privacidade.
Da segurança nos aeroportos a checagem de bagagens, da vigilância de correspondências a espionagem na internet, como disse Richard Thieme;
” […] E está pior agora, para as pessoas pós 11/09 a intrusão e vigilância, que sempre será usada por aqueles que abusam dela, criou um tipo diferente de sociedade, na qual a liberdade de não ser observado se tornou uma privilégios daqueles que detêm o poder econômico e político, a privacidade se tornou um privilégio da classe parasitária, se antes já não fosse, Hackers e Crypto-anarquistas veem a tecnologia como uma meio de terem sua ascensão dando a eles um meio de assegurarem sua privacidade. Ligado a tecnologia está o poder de auto transcendência e de sair desta Dobra de Bell e avançar a par com os “mestres” da sociedade, batalhar com eles de igual para igual, no mesmo campo.”
Uma das motivação dos cripto-anarquistas é a defesa contra a vigilância de redes de comunicação de computadores. Cripto-anarquistas tentam proteger-se contra a retenção de dados de telecomunicações, a polêmica vigilância sem mandado, entre outras coisas. Cripto-anarquistas consideram o desenvolvimento e uso de criptografia como a principal defesa contra tais problemas, em oposição à ação política.A segunda preocupação é a fuga da censura, especialmente a censura na Internet, em razão da liberdade de expressão. Os programas utilizados pelos cripto-anarquistas muitas vezes tornam possível publicar e ler informações anonimamente que estão “inacessíveis” na internet ou outras redes de computadores. Tor, I2P, Freenet e muitas redes similares permitem páginas “escondidas” acessíveis apenas por usuários destes programas. Isso ajuda denunciantes e a oposição política em nações opressoras a espalhar suas informações.Uma terceira razão é desenvolver e participar da contraeconomia. Cripto-moedas como Bitcoin e serviços como Silk Road tornam possível o comércio de bens e serviços com pouca interferência da lei. Além disso, o desafio técnico no desenvolvimento destes sistemas criptográficos é enorme, o que interessa a alguns programadores trabalharem em conjunto nos projetos.
O termo popularizado por Timothy C. May, é descrito como a realização ciber-espacial do anarquismo. Os cripto-anarquistas tem entre seus objetivos a criação de um software criptográfico capaz de impossibilitar processos judiciais e outras formas repressão ao se enviar e receber informação nas redes de computadores. Timothy C. May escreve sobre o cripto-anarquismo no Cyphernomicon:
O que emerge de tudo isto não é claro, mas acredito que será uma forma de sistema de mercado anarquista que denomino “cripto-anarquia”.
– Cyphernomicon, Seção 2.3.4.
Sem a capacidade de criptografar mensagens, informações pessoais e a vida privada seriam seriamente prejudicadas. A proibição de criptografia é igual à erradicação do sigilo de correspondência. Eles argumentam que apenas um estado policial draconiano-iria criminalizar a criptografia. Apesar disso, já é ilegal usá-lo em alguns países, e as leis de exportação são restritivas em outros. Os cidadãos do Reino Unido devem, a pedido, dar senhas para decodificação de sistemas pessoais às autoridades. Não fazer isso pode resultar em prisão de até dois anos, sem evidências de outras atividades criminosas. Essa tática legislativa de resgate de senha pode ser contornada usando recodificação automática de canais seguros através de geração rápida de novos não relacionadas chaves públicas e privadas em intervalos curtos. Após a recodificação, as chaves antigas podem ser apagadas, tornando chaves usadas anteriormente inacessíveis para o usuário final e, assim, retirar a capacidade do usuário de revelar a chave antiga, mesmo se eles estão dispostos a fazê-lo. Tecnologias que permitam este tipo de criptografia rapidamente recodificada incluem criptografia de chave pública, Gerador de número pseudoaleatório (hardware), sigilo na transferência perfeito, e criptografia oportunista. A única maneira de acabar com este tipo de criptografia é proibir completamente – e qualquer tal proibição ser imposta por qualquer governo que não é totalitário, pois resultaria em invasões maciças de privacidade, como permissão geral para pesquisas físicas de todos os computadores em intervalos aleatórios. Fica então evidente a necessidade de popularizar-se as práticas, redes e softwares crypto-anarquistas para aqueles que buscam ou não uma mudança radical no mundo em que vivemos.
Agorismo e Nazismo: um estudo sobre opostos
No episódio Gorilla Experiment de The Big Bang Theory, o Dr. Sheldon Cooper tenta ensinar um pouco de física rudimentar a Penny. Fiel à sua natureza pedante, Sheldon começa seu esboço de história da física mencionando a ágora, de onde tiramos o termo moderno agorismo. Depois do livro An Agorist Primer, de Samuel Edward Konkin III (SEK III), a palavra “ágora” é usada ainda até hoje para descrever ”mercado aberto”.
Para o agorista moderno, a ágora ou o livre mercado não corrompido constitui o objetivo a ser alcançado; o meio de transição do estatismo atual para a ágora é chamado de “contraeconomia”. Segundo SEK III em seu livro An Agorist Primer, “toda ação humana não-coercitiva cometida em desafio ao estado constitui contraeconomia”. Ele cita alguns exemplos específicos do que se quer dizer por ação não-coercitiva em desafio ao estado:
– Sonegação;
– Evasão de inflação;
– Contrabando;
– Livre produção;
– Produção desregulamentada em pequena escala
– Distribuição ilegal;
– Livre fluxo tanto de força de trabalho (imigração ilegal), quanto de capital através de fronteiras;
– Informação e sigilo informacional;
– E muito mais.
A ideia geral da contra-economia é muito semelhante ao que Robert Neuwirth chama na entrevista Why Black Market Entrepreneurs Matter to the World Economy (Por que empreendedores no mercado negro são importantes para a economia mundial) de Sistema D . Neuwirth diz que:
há uma palavra francesa para alguém que é auto-suficiente ou engenhoso: débrouillard… a economia de rua… l’économie de la débrouillardise – a economia da auto-confiança, ou a economia DIY se quiser. Eu decidi usar este termo – encurtando-o para Sistema D – porque é uma forma menos pejorativa de se referir ao que tem sido chamado tradicionalmente de economia informal ou mercado negro ou até mesmo economia subterrânea. Estou basicamente usando o termo em referência a toda atividade econômica não captada pelo radar do governo. Ou seja, não registrada, não regulamentada, não tributada, mas não completamente criminosa – não incluo tráfico de armas, drogas, seres humanos, ou coisas do tipo. (ênfase minha)
No entanto, a razão pela qual eu quero mencionar o Sistema D é porque ele me ajuda a ilustrar nitidamente que, em última análise, o que está sendo discutido aqui é simplesmente a sobrevivência humana. Esta é uma discussão que, sem ser hiperbólico, toca em questões de vida ou morte. Para tornar este ponto além de qualquer objeção claro como cristal, Neuwirth, em seu livro The Stealth of Nations, menciona como o Sistema D tem ajudado pessoas a sobreviver à crise financeira:
Um estudo de 2009 feito pelo Deutsche Bank, o grande credor comercial alemão, sugeriu que os países europeus que tinham a maior parte da sua economia de forma não-licenciada e não-regulamentada – em outras palavras, países com o mais robusto Sistema D – as pessoas se saíram melhor na crise econômica de 2008 do que povos que vivem em nações centralmente planejadas e bem regulamentados.
Ele ilustra também a questão da sobrevivência com um exemplo da América Latina:
Estudos de países da América Latina têm mostrado que pessoas desesperadas se moveram para o Sistema D procurando sobreviver durante a mais recente crise financeira. Este sistema espontâneo, governado pelo espírito de improvisação organizada, será fundamental para o desenvolvimento das cidades do século XXI. (ênfase minha).
Talvez um dos exemplos mais impressionantes da ideia de contraeconomia em ação é o do que empresários fizeram a fim de contornar as leis de controle de preços da Alemanha nazista. Isso também me dá a oportunidade de trazer à tona uma questão que parece ser negligenciada; entretanto, ela cumpre um papel importante em minar o estabelecimento da soberania estatal. Em uma passagem verdadeiramente brilhante de seu livro The Art of Not Being Governed: An Anarchist History of Upland Southeast Asia, James C. Scott menciona que a mudança de práticas linguísticas é vital para a evasão e prevenção do estado:
Governantes estatais descobriam que é quase impossível implementar uma controlar pessoas que estão constantemente em movimento, que não têm padrão permanente de organização, nem endereço permanente, cuja a liderança é efêmera, cujos padrões de subsistência são flexíveis e evasivos, que têm poucas alianças permanentes, e que são passíveis de, ao longo do tempo, mudar suas práticas linguísticas e sua identidade étnica. E este é justamente o ponto! A organização econômica, política e cultural de tais povos é, em grande parte, uma adaptação estratégica para evitar a incorporação em estruturas estatais. (toda a ênfase é minha)
Com esse prólogo agora fora do caminho, deixe-me chegar a meu ponto principal: o de que o comportamento de alguns empresários (não posso dizer de todos, porque é bastante fácil demonstrar que alguns empresários queriam fascismo ou mesmo o criaram) serve como exemplo perfeito de agoristas evadindo os controles de preços nazistas introduzidos em 1936.
Em seu livro The Vampire Economy: Doing Business under Fascism, Günter Reimann, assim como James C. Scott, enfatiza a importância da mudança permanente – ou subversão da “padronização” – como um método-chave para fugir da vontade do Estado. Conformidade é de fato a carcereira do mundo. Reimann observa que:
fabricantes podem introduzir mudanças em produtos padronizados que resultem em um artigo final mais complicado, com o único fim de permitir que se alegue que o produto final é um “novo artigo”, que não estará sujeito às antigas restrições de preços. O estado impõe mais padronização da produção, a fim de poupar matérias-primas; os produtores devem fazer exatamente o contrário, a fim de defender seus interesses privados. (ênfase minha).
Para fugir ainda mais do sistema de controle de preços do estado, compradores e vendedores arranjariam “contratos combinados” que eram o equivalente a vender recursos escassos por um preço mais elevado, enquanto se “engana” o Estado para que pense que as ordens de preços prescritas estão sendo seguidas. Quero reproduzir a história completa de Reimann sobre como os compradores e vendedores executavam este truque, porque ela ilustra uma maneira real de se parecer “legítimo”, enquanto na verdade se é o completo oposto:
Um camponês foi preso e levado a julgamento por ter vendido várias vezes seu velho cão em conjunto com um porco. Quando um comprador privado de porcos veio a ele, a venda foi encenado de acordo com as regras oficiais. O comprador perguntaria ao camponês: “Quanto é o porco?” O astuto camponês responderia: “Não posso pedir-lhe mais do que o preço oficial. Mas quanto você pagaria por meu cão, que também quero vender?” Então o camponês e o comprador de porcos já não discutiriam o preço do porco, mas apenas o preço do cão. Eles chegariam a um entendimento sobre o preço do cão, e quando um acordo foi alcançado, o comprador conseguiu o porco também. O preço pago pelo porco era bastante correto, estritamente de acordo com as regras, mas o comprador tinha pago um preço alto pelo cão. Depois disso, o comprador, querendo se livrar do cão inútil, soltou-o, e ele correu de volta para seu antigo mestre, para quem era de fato um tesouro.
No final, o camponês nunca realmente vende seu cão, visto que o comprador efetivamente lhe devolve o cão, ao libertá-lo. O comprador recebe o porco, que é o lado oficial da transação, mas o vendedor fica com o preço oficial para o porco, além do preço da venda fantasma do cão, assim, o vendedor recebe um preço acima do estabelecido pelo estado para vender seu porco.
Naturalmente, o estado tentará reprimir tal prestidigitação, uma palavra chique para qualquer comportamento sorrateiro que o estado não consegue perceber. Como se trata da Alemanha nazista, o estado teve uma resposta bastante previsível. Segundo Reimann, ele usou “compras de controle”, a fim de pegar pessoas por audaciosamente contornarem suas regras de preço. O que exatamente eram as “compras de controle” nazistas? Elas consistiam no seguinte:
- Agentes da polícia secreta;
- Os agentes da polícia secreta estariam à paisana e se portariam como compradores inofensivos, mas dispostos a oferecer um preço mais elevado que o oficial;
- Os agentes da polícia secreta tentariam então induzir os empresários a fazer uma transação ilegal com eles.
Para mim isso soa como uma operação policial de drogas, mas para itens tão prosaicos quanto uma venda de porcos![1]
A fim de evitarem serem pegos, a ideia de mudar suas práticas linguísticas entra em jogo entre os envolvidos no comércio. Reimann assinala explicitamente que ao aplicar agorismo, é preciso aprender a falar um novo idioma:
Para discutir transações comerciais ilegais de uma maneira que pareça legal, empresários em países fascistas aprendem a falar a língua dos experientes adversários subversivos do regime. Muitas vezes eles têm dúvidas a respeito da ”confiabilidade” de um potencial comprador, e, portanto, falam em termos que são inocentes e cujos significados podem ser interpretado de várias manerias. (ênfase minha).
Por fim, penso eu que uma maneira possível de “vender” o agorismo para pessoas que atualmente não são agoristas é mostrar que suas ideias fundamentais têm uma história longa e honrosa. Tentei ilustrar isso usando tanto um exemplo recente quanto um histórico. No exemplo recente, ou seja, na atual crise financeira, o agorismo e o Sistema D ajudaram pessoas desesperadas em vários continentes a ganhar a vida. O agorismo e o Sistema D, portanto, estão ajudando pessoas a sobreviver. A comparação e contraste é gritante: a gananciosa classe dominante causou o problema por meio de suas políticas monetárias de banco central, mas os agoristas forneceram a solução, que está funcionando na prática. O exemplo nazista demonstra que o agorismo é uma ferramenta para minar um regime totalitário. Novamente, o agorismo pode se posicionar ao lado da humanidade contra alguns de seus inimigos mais monstruosos. E da maneira em que nosso comprador de porco e vendedor fizeram: por meio de uma troca negociada em que ambas as partes chegaram a um acordo aceitável. Em outras palavras, a troca voluntária subverte o totalitarismo mais uma vez.
[1] No original há um trocadilho intraduzível para o português, reproduzimos o trecho aqui em consideração ao leitor letrado em inglês:
“To me this sounds like a drug sting operation but for such prosaic items as selling pigs! A pig sting! (That has double entendre written all over it.)” (Nota do tradutor)
// Tradução de Vinicius Freire. Revisão de Ivanildo Terceiro, clique aqui para ler o artigo original no C4SS
Como burlar a taxa de 10mil em moeda estrangeira
Como já é do conhecimento de pessoas que fazem viagens frequentes de compra no Paraguai ou em outros países é proibido a entrada sem declaração de menos de 10 mil em moeda estrangeira além de necessário documentos que confirmam o ganho do dinheiro de forma lícita tanto de acordo com as leis do respectivo país quanto do Brasil, pois bem mas como a regulação não pode acompanham a inovação existe um meio de trazer uma quantidade superior a 10 mil sem declaração sendo o dinheiro obtido de forma ilícita ou não.
Algumas requisitos mínimos;
1º Cartão de crédito internacional (Que possa fazer saques e depósitos no exterior)
2º Carteira Bitcoin online
3º Pendrive equivalente ou superior a 16Gb
4º Com notebook ou celular com acesso a internet (Pode ser uma lanhouse ou wi-fi publico/de alguma estabelecimento)
“Na chegada ou saída do Brasil, o viajante que estiver portando valores em espécie (dinheiro) superiores a R$ 10.000,00 (dez mil reais) ou o equivalente em outra moeda deverá apresentar declaração de porte de valores (e-DPV), via internet, no site da Receita Federal. A fiscalização aduaneira verificará a exatidão da declaração e exigirá documentos específicos que comprovem a aquisição lícita dos valores.”
Pois bem uma vez obtido o dinheiro dentro do pais estrangeiro deve-se então ter uma pendrive igual ou superior a 16 gbs seja ele comprado lá ou no Brasil;
Uma vez com o cartão pode-se depositar o dinheiro no banco e então com acesso a internet entre em um site de câmbio para converter o depósito em bitcoins, baixa-los e armazena-los offline no seu pendrive após transferi-los para o pendrive basta atravessar a fronteira, existe também a possibilidade de se utilizar um caixa eletrônico de bitcoins para a fazer a conversão direta em dinheiro ficando assim livre da taxa do IOF brasileira que aumento de de 0,38% para 6,38% no inicio de 2013.
Pela comercialização de orgãos!
Atualmente a venda de órgãos é proibida pelo estado brasileiro prevista na lei nº 9.934 de 1997, o problema é que como toda proibição de ações voluntárias e pacíficas pelo estado a criminalização da venda de órgãos causa mais problemas do que o seu comércio legal, daqui para frente vale lembra que estamos falando da venda voluntária de órgãos e também da contra-economia voluntária de órgãos e não órgãos roubados a força para serem vendidos no Mercado vermelho.
Primeiro deve-se ressaltar a incompetência do estado em armazenar e utilizar adequadamente estes órgãos como já ouve casos em que o plasma sanguíneo foi desperdiçado, paralelo a esta imagem de desperdício vemos a escassez dos órgãos para transplante nos serviços de saúde o que joga sobre os médicos o dever de escolher muitas vezes que recebera determinado órgão ou não sem nenhum critério além de sua própria opinião pessoal gerando também uma enorme fila de espera de doações o que inevitavelmente causa a morte de vários pacientes.
Mas é claro que falando de legalização ou contra-economia de orgãos a imagem que vem na cabeça da maiorias das pessoas é a de de saqueadores de túmulos, monstros Frankenstein e quadrilhas de “ladrões de órgãos” roubando corações, fígados e rins das pessoas, mas para avançar é necessário deixar este preconceito para trás e partir de um ponto de vista racional sobre a comercialização de órgãos, primeiramente esta visão não condiz com a realidade não será a liberação que ira gerar quadrilhas ou traficantes de órgãos simplesmente porque eles já existem e foram gerados pela proibição estatal do livre comercio de seus órgãos, existe uma demanda por órgãos principalmente quando existe uma fila de espera tão grande, quando o estado proíbe, o tráfico prospera, com a proibição e o tráfico a demanda é passada para aqueles dispostos a usar a violência para obter a matéria-prima e contra sua concorrência.
Agorismo e a venda de orgãos;
Agora imaginamos uma contra-economia de órgãos cooperativas ou empresas coletivas/privadas de médicos que podem fazer o transplantes sendo pagos por bitcoins (Ou moedas alternativas como cryptocoins, ouro, prata) e comprando equipamentos de qualidade pelo mercado negro por preços mais baratos isento de impostos com uma constante competição com demais clínicas clandestinas de vende e troca de órgãos, reduzindo assim os custos da operação tornando-a mais acessíveis para aqueles que desejam vender ou comprar órgãos servindo como uma instituição intermediária a esta troca voluntária pelos portais descentralizados do Mercado Negro evitando assim mais mortes de pessoas inocentes por conta da burocracia e intervencionismo estatal.
A Defesa Moral do comercio de orgãos:
Filme: O surgimento e a ascensão do Bitcoin
The Rise and Rise of Bitcoin” conta a história de Daniel, um programador de computação de Pittsburgh, após seu contato com o mundo da criptomoeda no ano de 2011. O filme narra a história do fascínio e a paixão pelo Bitcoin que tomaram conta de Daniel, enquanto ele encontra os principais desenvolvedores, empreendedores e entusiastas da moeda digital.”
Um dos melhores documentários sobre o surgimento e a ascensão do Bitcoin está disponível para venda no iTunes, no Vimeo, e aos assinantes da NET por meio do NET Now (Telecine On Demand, R$ 9,90 com legendas em português)ou piratas através de sites de torrents.
“The Rise and Rise of Bitcoin” (O surgimento e a ascensão do Bitcoin) conta a história de Daniel, um programador de computação de Pittsburgh, após seu contato com o mundo da criptomoeda no ano de 2011. O filme narra a história do fascínio e a paixão pelo Bitcoin que tomaram conta de Daniel, enquanto ele encontra os principais desenvolvedores, empreendedores e entusiastas da moeda digital.
É um documentário muito bem produzido que nos mostra um pouco do início dessa invenção revolucionária, bem como o papel dos super-early-adopters, as diversas bolhas e quedas de preço e o impacto que a maior inovação tecnológica desde a internet pode ter no nosso mundo.




